Alotropia
Alotropia foi um nome criado
por Jöns Jacob Berzelius e que hoje designa o fenômeno em que um
mesmo elemento químico pode originar substâncias simples diferentes.
As substâncias simples distintas são conhecidas como alótropos.
Estes alótropos são diferentes modificações estruturais do elemento, ou seja,
os átomos do elemento estão ligados entre si de uma maneira diferente, como
pode ser ilustrado na figura ao lado.
Carbono
O elemento carbono (símbolo C, número
atômico 6) forma as substâncias grafite e diamante de
forma natural e os fulerenos de forma artificial. O grafite é
um sólido escuro e pouco duro, apresenta massa
específica de 2,22 g/cm³. Do ponto de vista microscópico, é um sólido
constituído pela união de enorme quantidade de átomos de carbono, e cada um
deles apresenta geometria molecular trigonal plana. Já o diamante é um
sólido transparente e muito duro, apresenta massa específica de 3,51g/cm³. É a
substância natural mais dura de que se tem conhecimento. Por causa disso é
usado para cortar vidro e fazer brocas. Sua dureza é
atribuída ao modo como os vários tetraedros de carbono se apresentam ligados. Por
exemplo, quando temos ligas de aço inox, também temos materiais como o Nano tubo de carbono.

Oxigênio
O elemento oxigênio (símbolo
O, número atômico 8) é encontrado na atmosfera na forma
de gás oxigênio (moléculas biatômicas de fórmula molecular O2)
e de gás ozônio (moléculas triatômicas de fórmula molecular O3).
O gás oxigênio é o segundo componente mais abundante do ar atmosférico. Ele
corresponde a 21% do volume do ar seco e sem poluentes. É impossível a
sobrevivência da maioria dos seres vivos sem oxigênio. É também impossível
fazer a combustão de um material,
como gasolina ou álcool, na ausência desse gás. O ozônio é um
gás que existe em pequena quantidade no ar que respiramos, mas em maior
quantidade numa altitude de 20 km a 40 km, constituindo a camada
de ozônio. Ela tem um papel muito importante, pois impede que boa parte
dos raios ultravioleta do Sol chegue à superfície terrestre. O
excesso desses raios pode causar, no ser humano, lesões nos olhos, na pele e
no sistema imunológico; além disso, nos seres fotossintetizantes,
interfere na fotossíntese, diminuindo o rendimento das lavouras e matando
o alimento dos peixes pequenos, o que prejudica a vida nos oceanos.

Enxofre
O elemento
químico enxofre (símbolo S, número atômico 16) forma
moléculas octatômicas S8. No estado sólido, moléculas S8 agrupam-se
e constituem o retículo cristalino molecular. Há, contudo, duas formas
distintas - ambas naturais - de enxofre, um é chamado de enxofre rômbico;
e o outro, de enxofre monoclínico. Ambos são de cor amarelada, e, quando
vistos muito de perto, percebe-se que têm formatos diferentes.

Fósforo
O elemento químico fósforo (símbolo P,
número atômico 15) forma moléculas tetratômicas de fósforo
branco (fórmula molecular P4). Trata-se de uma substância
que pode queimar espontaneamente se estiver em contato com o oxigênio do ar.
Por isso é guardada submersa em água. Já se teve notícia de bombas
incendiárias usadas em guerras e guerrilhas que se baseavam
nessa propriedade química do fósforo branco. O elemento fósforo
também forma macromoléculas, isto é, moléculas muito grandes, nas quais estão
presentes milhares de milhões de átomos. Elas são representadas por Pn (ou,
simplesmente, P) e pertencem à substância denominada fósforo vermelho.
Esta variedade alotrópica não precisa ser guardada submersa em água, uma vez
que não apresenta a propriedade de queimar espontaneamente em contato com o ar.

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